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terça-feira, 16 de outubro de 2012

I love being a redhead!


A mulher ruiva é complexa. Se ela não nasceu com o cabelo vermelho, ela pinta. Pinta para mostrar o que tem dentro dela: um vulcão em erupção. Pronto para explodir. Pronto para dizer que dentro desse corpo bate forte um coração. A mulher ruiva tem dentro de si um pouco do mundo. Tem angústia, decepções, sonhos, amores, dores, etc.

Ela é determinada. Luta pelo que quer, independentemente do que vier. Sendo desse jeito, é óbvio que assusta os homens. Só sendo muito macho para aguentar a mulher ruiva. Afinal, ela é determinada e preenche seu tempo livre com arte, literatura, exposições, cinema e música. Todas essas coisas só reforçam seu estilo de ser. É isso que mantém o fogo aceso.

A ruiva acredita em príncipes encantados. Embora saiba que vive na realidade e que ele não pulará dos livros. Sabe que sua vida amorosa não é um conto de fadas. Pode ou não saber que, em partes, é sua culpa. Ela não deixou ninguém interferir em sua vida. Não abriu mão de nada por ninguém. O amor só sobrevive à base de concessões. E isso ela se esqueceu de aprender.

Enquanto a morena é para casar, tantas decepções amorosas fazem parte do currículo da mulher ruiva que ela não sabe se o casamento foi feito para ela. Enquanto a loira faz as cabeças dos homens, a mulher ruiva faz questão de não ser somente um “casinho” passageiro na vida desses canalhas. A mulher ruiva só está sozinha por ser exigente demais. Está sozinha porque descobriu em si sua melhor companhia.

A mulher ruiva é como um palito de fósforo. Se você quiser, ele pode criar fogo. Se você quiser, ela pode queimar tudo. No fundo, ela é só uma menininha frágil que tenta se proteger de tudo. Tão frágil e com tanto medo de se quebrar que ela se tornou ruiva. A mulher ruiva não é só a cor de seu cabelo, é um estado de espírito. Ela é você. Ela sou eu. Existem várias espalhadas por aí.

domingo, 7 de outubro de 2012

Seja um idiota...

A idiotice é vital para a felicidade...
Gente chata essa que quer ser séria, sempre profunda, etc... Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, isso não lá uma coisa muito boa assim. Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, por favor, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele.


Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer?

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... A realidade já é dura; piora se for densa.

Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar de boca cheia, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, jogue esses problemas no lixo e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Seja o diferente.

                                                             (Armando Jabor)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Hoje eu quero...


Eu não posso mais ouvir tua voz. Se isso acontece, um arrepio vem e me sobe o corpo até eu me contorcer fechando os olhos. Eu poderia falar de nós e o quanto eu estou diferente. Mas hoje eu quero falar sobre corpo. Sobre vontade. Sobre desejo. Sobre entrega. Sobre posse. Quero que as palavras românticas vão pra puta que o pariu. Hoje eu quero abusar de palavras de baixo calão e olhar no teu olho com vontade de te comer. Hoje, o que eu quero são movimentos intensos e firmes. Quero liberar tudo o que tá preso dentro dos meus desejos. E para isso, eu preciso de você. Hoje, eu quero me perder em mim. Eu quero que você se perca em mim. Desejo você. Quero sentir a vontade saindo pelos teus poros. Quero nosso suor junto. Desejo teu beijo. Quero que ele rasgue minha boca. Não quero mais nada além dos nossos corpos. Quero esquecer a vida. Quero que estes momentos sejam eternos e se repitam enquanto pudermos até não ter mais força ar. Quero que você me dê vida na sua cama. Quero que você me faça esquecer tudo o que existe no mundo. Hoje, eu quero te amar intensamente. Quero mostrar o fogo de Sagitário. Quero queimar a minha carne. Quero que minha alma peça pra eu parar. Foda-se a dor. Foda-se quem tiver próximo. Quero me afogar em você. Quero me perder. Quero sentir. E quero que teus olhos fixem junto com os meus. Ah, eu quero você em cima de mim, me olhando nos olhos e dizendo que eu sou só sua.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Encontro!


Fui. Imaginava que era roubada, mas fui. Afinal, o que eu tinha a perder além de mais uma noite improdutiva? E se desse certo, se fosse diferente das outras noites? Não havia um bom motivo que me fizesse recusar o convite.

No primeiro momento tudo correu dentro da expectativa. Nada de extraordinário, nem bom, nem ruim.
Tudo normal. Sentamos à mesa de um bar, conversamos sobre o que havíamos feito naquele dia, preferências musicais, filmo gráficas e artísticas em geral – muitas das quais em comum –, nossos pais, infância, objetivos na vida e sobre o fim de semana que nos conhecemos.

Naquele dia em que nenhum de nós estava dado às interações sociais, encontramos no fumódromo o esconderijo perfeito para “uma conversa social”. Ironicamente, foram nessas condições que um puxou papo com outro. Eu de coração partido, ele de saco cheio.

Trocamos algumas palavras, fizemos piadas sobre os malucos que ali passavam, cantarolamos trechos de nossas músicas favoritas e por fim apagamos os cigarros. Antes, porém, de voltar à pista de dança onde minhas amigas se encontravam, ele pergunta meu nome e se poderia anotar meu telefone. Não houve recusa, e junto com o número, trocamos também contatos em redes sociais. Foi assim que tudo começou.

Aos poucos, fui me dando conta de que aquele ser on-line não se parecia com aquele outro da área de fumantes. Fossem talvez pelas doses de vodca ou pela atmosfera da noite, não havia notado algumas peculiaridades do moço. Algumas não tão agradáveis, mas não suficientes para esquivar do encontro proposto pouco depois. E como já dito, lá fomos nós. Dois desiludidos, eu com o amor, ele talvez com o mundo.

E então, chegou aquele momento do encontro em que o assunto acabou e o único ato previsto para revogar o clima frio que se instalou em nossa mesa era a chegada iminente de um beijo. E nesse instante, recapitulei tudo que ele havia dito neste dia, coisas que até então desconhecia sobre o ser. O término de longo relacionamento, os vícios excessivos com álcool, drogas e festas, o mundo irreal e inconsequente que ele por vezes se submetia, a relação complicada com os pais, o desemprego momentâneo. Nem tudo era ruim, afinal, ninguém é totalmente bom ou mau, mas foram tais características que minha mente se dedicou a trabalhar.

O beijo não aconteceu. Nem os possíveis contatos após o derradeiro encontro. Não sei quais foram as impressões dele sobre mim, acredito também não ter agradado. Não houve briga, raiva ou asco. O desapontamento pareceu mútuo. Às vezes as coisas são realmente da forma como imaginávamos. A noite se encerrou ali, com um até breve que sabíamos que não existiria.